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quarta-feira, 22 de março de 2017

Olimpíadas de Robótica - primeiro dia



A FIRST Global organiza todos os anos um desafio internacional de robótica com o objectivo de despertar a paixão pela Ciência,Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM) entre os jovens. 

A First, criou uma estrutura para um desafio de robótica ao estilo "olímpico", onde cada equipa representa uma nação. Todas as equipas que participam neste  evento  global estão unidas pela competição mas também pela amizade e fraternidade. Por isso se chamam Olimpíadas de Robótica. 

Os alunos, entre os 15 e os 18 anos, estão envolvidos numa competição que os leva a perceber a aplicabilidade daquilo que aprenderam ao longo dos anos nas suas Escolas, da Matemática às Línguas, da Mecânica à Electrónica, todas as disciplinas são importantes quando se trata de resolver problemas. São mais mais de 140 nações que vão viajar para Washington, DC, em Julho, para participar nas Olimpíadas de Robótica. 


Moçambique também participa! A equipa do Programa Criando o Cientista Moçambicano do Amanhã, do MCTESTP, é responsável por esta iniciativa e toda a operação é financiada pelo Banco Mundial.

A equipa de Moçambique está a ser preparada através de uma formação intensiva que decorre no Instituto Industrial de Maputo e que se irá estender até Julho próximo. São mais de dez estudantes da Escola Secundária Estrela Vermelha e do Instituto Industrial de Maputo que estão em formação, para que no final sejam seleccionados três. Os Professores de ambas as Escolas apoiam e treinam todos os alunos desta grande equipa. A formação é apoia por outros especialistas de empresas e universidades.



A formação tem por objectivo aumentar o conhecimento dos alunos nas áreas de STEM e permitir que estes alunos possam levar o mais longe possível o nome de Moçambique.


Honestamente, esperamos que eles se possam tornar a próxima geração de Cientistas e que, aprendendo a trabalhar em equipa, possam resolver alguns dos problemas do nosso Mundo. 

Certo, é que a equipa seleccionada terá uma história para contar e uma missão para realizar.

Hoje foi o primeiro dia! Vamos contar muitas histórias acerca desta iniciativa!

quarta-feira, 8 de março de 2017

Mulheres na Ciência

© Odete Maximpua
Hoje, no dia Internacional da Mulher, recupero aqui o testemunho da Eng. Odete Muximpua, Mestre em Engenharia Civil.
Com o incentivo da sua professora de matemática, iniciou os seus estudos na UEM no curso de Engenharia Civil, depois de passar com distinção o exame nacional de admissão e, em 2000, era uma de apenas uma, num total de cinco mulheres, numa turma de 55 alunos. Em 2007, ingressou no Banco Mundial para trabalhar na estratégia urbana de Moçambique para a água e saneamento. Mais tarde, como quadro do Banco Mundial, voltou à universidade para iniciar o Mestrado.


O testemunho está no sítio do Banco Mundial e é de 2015. Infelizmente, para todos nós, com dados que não se alteraram (ver na integra). 

Aqui ficam alguns trechos do texto.

"As mulheres sofrem desproporcionadamente de falta de acesso ao ensino superior em Moçambique. Segundo a UNESCO, em 2011 a taxa bruta de matrículas de mulheres no ensino superior era de apenas 3.73%. Embora esta situação esteja presente nos países da África Subsariana, Moçambique está particularmente atrás no que toca à matrícula de mulheres assim como da generalidade de jovens nas disciplinas de ciências, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). Muximpua concluiu o ensino secundário com elevada classificação. Lembra-se de, a seguir, ter estado hesitante até ao último minuto quanto à escolha do curso de engenharia." 

“Aqui em Moçambique, são muito poucas as mulheres que seguem engenharia. A maioria das universitárias vai para ciências sociais ou medicina”.
"As matrículas no ensino terciário em África estão fortemente centradas em humanidades e ciências sociais, com apenas 25% dos estudantes a optarem pelas áreas de STEM. Entres os que o fazem, são poucas as mulheres. É este desequilíbrio que o PASET, uma parceria liderada por África para promover o ensino das Ciências Aplicadas, Engenharia e Tecnologia, está a tentar corrigir. O PASET tem por objectivo criar uma capacidade científica e técnica em África através de iniciativas, como por exemplo o fundo regional para bolsas de estudo e inovação (scholarship and innovation fund) e a avaliação dos programas ASET em instituições."
"Precisamos da ciência e da tecnologia para resolver os problemas de África em agricultura, energia, saúde, infra-estruturas e desafios como as alterações climáticas”, disse Sajitha Bashir, Gestor de Práticas de Educação do Banco Mundial para a África Austral e Oriental. “Isto torna as iniciativas, como a PASET, um elemento fundamental para os governos africanos que, agora, reconhecem a importância de apoiar o ensino da ciência e da tecnologia no continente”.