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sexta-feira, 20 de julho de 2018

Eu, robô!


O termo robótica refere-se ao estudo e à utilização de robôs. O termo foi introduzido pelo cientista Isaac Asimov. Este escreveu sobre um conjunto de ciências e ficou célebre pelos seus trabalhos de ficção científica, sendo "I, Robot", em 1950, e "The Foundation Trilogy", em 1951-52, alguns dos seus melhores trabalhos. 


A palavra robótica foi usada pela primeira vez no "Runaround", uma pequena história publicada em 1942, onde é afirmado como provável que um dia os robôs venham a ter inteligência.

A robótica tem como objectivo a automatização de tarefas rotineiras (ou não) que podem ser descritas por um algoritmo num programa de computador.

De uma forma simples, um robô é uma máquina capaz de tomar acções independentes e realizar tarefas de forma autónoma. Sendo por isso vulgar chamar-se autómato a todo o tipo de robô, tentando generalizar um nome que teve a sua origem em bonecos mecânicos altamente sofisticados produzidos no século XVII.

O rápido desenvolvimento da electrónica, da informática e da programação levou-nos às fronteiras da inteligência artificial, que permite que um computador adquira conhecimentos através da sua própria experiência, contudo um robô (ainda) não pode "pensar" como nós.
Os robôs chegam à educação como uma forma de aprendizagem transdisciplinar. São várias as disciplinas que se associam para dar corpo e movimento a um robô, estando agora reunidas no acrónimo CTEM (STEM em inglês) - Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

Além de todas as disciplinas a Criatividade e a Imaginação completam todas as ferramentas já referidas.

Vejam o vídeo seguinte onde os actores são alunos e professores dos muitos que hoje trabalham em robótica nas escolas de todo o país.


terça-feira, 10 de outubro de 2017

O cortador de relva que incomoda a observação do Espaço!

O desenvolvimento científico e tecnológico tem destas coisas: uma empresa desenvolveu um robô para cortar a relva sem necessidade de intervenção do Homem. Na verdade também não é assim! O que o robô faz é evitar que se transpire a cortar a relva sendo, no entanto necessário balizar a actuação do aparelho para que ele não invada o terreno dos vizinhos. E é neste aspecto que representa o verdadeiro problema – o espectro electromagnético utilizado pelo corta-relva para balizar a sua acção.

A história tem que ver com uma banda de espectro electromagnético que está no centro deste conflito entre o Observatório Nacional de Rádio Astronomia dos Estados Unidos e uma pequena empresa de tecnologia robótica. A causa do desentendimento é a utilização de uma parte de espectro electromagnético que se tornou num grande problema para as ambas empresas. A iRobot, a pequena empresa que fabrica os aspiradores robôs Roomba, descobriu essa zona do espectro electromagnético que não estava a ser utilizada e passou a utilizá-la para incorporar nos seus robôs de exterior. 


Como foi dito esta empresa, desenvolveu um equipamento que corta a relva de forma autónoma, balizada dentro de uma determinada área. A concorrência para fazer o mesmo trabalho enterra cabos no solo, mas a iRobot quer inovar para se tornar mais competitiva e para isso quer substituir este sistema por outro tipo de balizas. 

Estas balizas irão comunicar com o robô cortador de relva recorrendo a ondas de rádio na faixa dos 6240 a 6740 MHz, que não é usada por ninguém! Pensava assim a dita empresa! Na verdade esta faixa é usada pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia.

É assim que este simples cortador de relva incomoda a observação do cosmos. O Observatório dos Estado Unidos opera radiotelescópios no continente americano e acontece que estes telescópios usam a mesma frequência do cortador de relva para detectar metanol no espaço. Sendo que a presença do metanol indica a formação de estrelas.

O Observatório acusa o robô corta-relva da iRobt de provocar um zumbindo tal que poderá influenciar, e parar mesmo, a leitura dos poderosos radiotelescópios situados no Novo México, Virgínia Ocidental e Porto Rico. Esta descoberta veio atrapalhar o negócio de milhões de dólares resultantes da venda dos robôs por este mundo fora.

Esta é uma história curiosa de como um dispositivo para o consumo doméstico recorre a tecnologias que antes eram somente utilizadas ao nível astronómico. Mas é também a forma de ilustrar de como a ciência pode ser um negócio, não só em grandes projectos a nível espacial mas numa simples e poderosa empresa de electrodomésticos que factura milhões de dólares.
Vale a pena reflectir sobre esta história no sentido de perceber como podemos tirar partido da inteligência e do conhecimento adquirido para criar empresas de base tecnológica em nichos de mercado ainda por explorar. 

Acreditem que ainda falta criar e inventar quase tudo!